Importância do controle de Rachiplusia na soja

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Descubra como diferenciar as espécies Rachiplusia nu e Chrysodeixis includens e como realizar o controle eficiente dessas lagartas da soja.

A lagarta conhecida popularmente como Rachiplusia (Rachiplusia nu) tem se tornado motivo de preocupação para os produtores de soja. Trata-se de uma praga desfolhadora bastante tradicional da cultura, com características semelhantes à lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens), podendo ser facilmente confundida com essa espécie.

A praga é encontrada com maior frequência na região Sul do Brasil, assim como no Uruguai e na Argentina. Porém, a partir da safra 2019/20, a espécie também passou a ocorrer em outras regiões, como no Norte do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Danos causados pela Rachiplusia

A desfolha da soja é um dos principais danos causados por essa espécie na lavoura. Em sua fase inicial, a Rachiplusia raspa as folhas da cultura, ocasionando pequenas manchas claras. Conforme se desenvolvem, passam a se alimentar vorazmente do limbo foliar, destruindo completamente as folhas e danificando até mesmo as hastes mais finas.

Dessa forma, reduzem a área fotossinteticamente ativa da planta, prejudicando o desenvolvimento da soja. Essa espécie consome exclusivamente o parênquima foliar, deixando as nervuras intactas, o que causa um aspecto rendilhado nas folhas atacadas.

Como diferenciar Rachiplusia e falsa-medideira 

Ambas espécies apresentam semelhanças de desenvolvimento e aparência, por isso, diferenciar a lagarta Rachiplusia e a falsa-medideira não é uma tarefa muito simples.

Pequenas diferenças podem ser observadas na parte interna das mandíbulas: diferente da falsa-medideira, a Rachiplusia não apresenta dentes, ou seja, sua carena interna é contínua até a borda externa da mandíbula.


Imagem: Embrapa

A Rachiplusia nu também apresenta alguns pequenos espinhos na região dorsal do tórax, logo após a cabeça, que não são vistos na falsa-medideira.

Existem também algumas pequenas diferenças na coloração das três pernas torácicas das lagartas, porém, não é recomendado basear a identificação da espécie exclusivamente neste fator, pois isso pode levar a erros. 

Na fase de pupa, a Chrysodeixis includens apresenta coloração verde a marrom-clara, enquanto a Rachiplusia nu possui coloração marrom-escura a preta. Na fase adulta, as mariposas apresentam comportamento e aparência semelhantes. As fêmeas das duas espécies colocam seus ovos de forma isolada, sendo eles esféricos, achatados e claros.

Porém, as manchas na região central do primeiro par de asas, que são típicas dessas espécies, são mais prateadas e brilhantes em mariposas de Chrysodeixis includensmais opacas em Rachiplusia nu. Na falsa-medideira essas manchas são separadas e bem nítidas, enquanto em Rachiplusia elas são ligadas, lembrando o símbolo do infinito.

A mariposa de Rachiplusia nu apresenta as partes dorsal e central do segundo par de asas de cor castanho-clara com a borda externa castanho-escura. | Imagem: Alexandre Specht - Embrapa

Apesar dos danos causados pelas duas espécies também serem semelhantes, alguns relatos afirmam que o potencial de dano causado pela Rachiplusia nu pode ser ainda maior, pois a espécie se alimenta mais do que Chrysodeixis includens.

Controle da lagarta com inseticidas 

A falta de um manejo adequado da Rachiplusia pode levar à elevada desfolha da soja e, consequentemente, prejudicar a produtividade da cultura. Por isso, a identificação do problema na lavoura é o primeiro passo para um manejo de sucesso.

As recomendações técnicas para o controle da praga na soja indicam que a aplicação de inseticidas deve ser realizada nas seguintes condições: 

  • Quando forem observadas 20 lagartas maiores que 1,5 cm; ou
  • Se a desfolha atingir 30% da lavoura durante o período vegetativo da soja ou 15% de desfolha durante a fase reprodutiva do desenvolvimento da cultura.

Manejo de Rachiplusia na soja: Intrepid® Edge é a escolha confiável

Para o manejo da Rachiplusia nu e das principais pragas que atacam a soja, como Spodopteras, Helicoverpa armigera, lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens), Heliothis virescens e tripes (Caliothrips phaseoli e Frankliniella schultzei), Intrepid® Edge é a solução!

Além de contar com amplo espectro de ação e alta performance, o inseticida de contato e ingestão da Corteva Agriscience tem como diferencial a tecnologia Jemvelva™ active, composta por um ingrediente ativo de origem biológica, que contribui para uma produção mais sustentável.

Essa molécula foi reconhecida pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) como uma das tecnologias mais inovadoras e sustentáveis do mundo e premiada com o selo Green Chemistry Award.

Intrepid® Edge também proporciona efeito de choque, paralisando as lagartas imediatamente e impedindo que elas continuem se alimentando das folhas da soja. Além disso, o efeito residual do inseticida faz com que o produto proporcione longo período de controle, ou seja, continue agindo por mais tempo após a aplicação.

A flexibilidade de aplicação do produto permite que a dose utilizada varie de acordo com o alvo e o nível da infestação. Dessa forma, contribui para que a praga não desenvolva resistência ao inseticida, tornando-o eficaz a longo prazo e gerando mais economia para o produtor.

Faça a escolha certa para um resultado efetivo! Confira a bula de Intrepid® Edge para saber mais sobre as especificações técnicas do inseticida.