Blog BPA •  06/01/2020

Insetos-praga no Brasil: Lagarta-das-vagens

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A diferenciação entre S. eridania e S. cosmioides é uma tarefa árdua, principalmente por serem muito semelhantes no comportamento, morfologia e aparência.

A diferenciação entre S. eridania e S. cosmioides é uma tarefa árdua, principalmente por serem muito semelhantes no comportamento, morfologia e aparência.

Apoiado nisso, desenvolvemos esta publicação com descrições detalhadas que facilitará a identificação de ambas, e a escolha das estratégias de manejo. O futuro do campo se faz com Boas Práticas Agrícolas.

Ocorrência

A lagarta-das-vagens (S. eridania) é uma praga pertencente à família Noctuidae, nativa dos trópicos americanos com ampla ocorrência na América Central e América do Sul.

Abrangência nacional

Dentre as várias espécies do grupo de lagartas desfolhadoras que atacam a cultura da soja e do algodão, a S. eridania destaca-se por causar prejuízos econômicos, principalmente, aos sojicultores da região dos cerrados.

Você sabe reconhecer a lagarta-das-vagens?

Geralmente, as lagartas que apresentam coloração cinza-escura a preta, com listras longitudinais alaranjadas e uma faixa lateral longitudinal esbranquiçada acima das pernas, interrompida por uma mancha escura no tórax, são da espécie S. eridania. Quanto às lagartas que apresentam tom pardo-negro-acinzentado, com 3 listras longitudinais alaranjadas, uma dorsal e duas laterais, com pontos brancos bem nítidos são S. cosmioides.

S. eridania e S. cosmioides não apresentam hábito canibal. Assim, as lagartas neonatas dessas espécies, ao eclodirem, se alimentam agrupadas por alguns dias, quando apenas raspam as folhas e, posteriormente, dispersam-se pela lavoura, onde irão consumir folhas e vagens de soja, causando perdas significativas nas lavouras.

Nos primeiros ínstares são verdes, depois tornam-se de coloração marrom a preta; apresentam uma faixa lateral longitudinal esbranquiçada acima das pernas, que é interrompida por uma mancha escura no tórax. As lagartas passam, normalmente, por seis ínstares, podendo chegar a 35 mm de comprimento.

O período larval geralmente tem duração de 15 a 19 dias e, após essa fase, as lagartas transformam-se em pupas no solo a poucos centímetros de profundidade (5-10 cm). A duração do período pupal foi estimada de 9 a 11 dias, dependendo das condições climáticas e do hospedeiro no qual as lagartas se desenvolveram.

Curiosidades

Vale ressaltar que a voracidade das lagartas de S. cosmioides é bem superior a das S. eridania, resultando em danos maiores às lavouras.

Outro fator que influencia a infestação da lagarta-das-vagens é a presença da planta invasora corda-de-viola, que ocorre nas adjacências das culturas de algodão e soja na região do Cerrado, constituindo-se em um hospedeiro alternativo que viabiliza o desenvolvimento e a permanência da praga.

ALERTA!

A lagarta-das-vagens pode atacar as plantas logo após a emergência e causar redução na fase inicial, ocasionando até a necessidade de replantio da lavoura, além de causar desfolhamento severo ao longo do ciclo de desenvolvimento das culturas, bem como danificar as vagens das leguminosas.

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