Outros Assuntos •  22/10/2020

Certificação aeroagrícola sustentável

Em 2012, o Ibama lançou uma normativa para barrar a aplicação aérea de defensivos agrícolas. Isso trouxe muitas preocupações ao mercado e estimulou a união de associações, sindicatos e universidades para então criar um programa de certificação.

Este material mostra como esse programa conseguiu atender às exigências, revertendo o jogo a favor de uma agricultura sustentável.



Histórico

A FEPAF (Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais), com apoio da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), do SINDAG (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola) e de três universidades públicas de excelência na área de pesquisa (Faculdade de Ciências Agronômicas/ UNESP, Universidade Federal de Lavras e Universidade Federal de Uberlândia) desenvolveu em 2013 a Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS).



Objetivo

Aprofundar o conceito de responsabilidade e sustentabilidade das operações de aplicação de defensivos agrícolas por via aérea, visando melhorias na qualidade da pulverização e redução dos riscos de impacto ambiental desta atividade.

Credibilidade

O programa possui financiamento 100% privado, sendo custeado pelas taxas de certificação pagas pelos operadores aeroagrícolas e por contribuições na forma de patrocínio de empresas do segmento fitossanitário.

Esta certificação é encarada, pelo agronegócio e pelos órgãos oficiais, com o devido caráter institucional, em função de sua gestão pelas universidades. Ao inverso da tradicional, que se baseia no cumprimento de normas (exemplo: certificação ISO 9001, ISO 14001 etc.).

Níveis de certificação

  • CAS Nível I

Certificação legal da operação.

  • CAS Nível II

Certificação da qualificação tecnológica da empresa.

  • CAS Nível III

Certificação da conformidade de equipamentos, instalações e procedimentos.

O sistema de níveis a serem alcançados pelos operadores teve sucesso na inserção da CAS no mercado, que em 2016 atingiu a marca de 140 empresas certificadas.

Novas exigências

A partir de agosto de 2017, a CAS atua em um novo ciclo de quatro anos, com novas regras e diretrizes. Nessa reestruturação, os níveis de certificação deixam de existir e a CAS passa a ser composta por apenas duas categorias.

CAS Nível I

Até dezembro de 2017, quando será descontinuado. Os operadores desse nível estão sendo convidados a migrar para as novas categorias.

CAS Nível II

Empresas com estes certificados estão sendo transferidas automaticamente para a Categoria Participante.

CAS Nível III

Empresas com estes certificados estão sendo transferidas automaticamente para a Categoria Certificada.

Segurança

Ainda em 2017, entra em vigor a exigência de sistemas de rastreamento das aeronaves e sistemas automáticos de funcionamento da barra de aplicação.

O conceito de boas práticas é uma filosofia de trabalho. Sendo bem adotado, a agricultura estará atendida e a aviação agrícola resguardada de outros processos de proibição. Com isso, todos ganham: o fabricante da aeronave, a empresa de aplicação, o produtor e, claro, a agricultura.

 


Reconhecimento

Hoje, o mercado e os órgãos regulatórios analisam com bons olhos a certificação. Nas cadeias mais estruturadas como cana, soja e algodão, algumas associações de produtores recomendam a CAS.

Isso demostra que a iniciativa é amplamente reconhecida pela sua excelência voltada às Boas Práticas Agrícolas.

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Certificação aeroagrícola sustentável