Blog BPA •  15/03/2021

Drones para a aplicação de defensivos agrícolas

Saiba como o uso da tecnologia pode oferecer maior segurança, eficiência, praticidade e economia nas aplicações de defensivos agrícolas.

Os drones são ferramentas de agricultura de precisão e já provaram que estão entre as tecnologias digitais mais promissoras para a agricultura em diversos países. De acordo com pesquisa do Business Insider, o mercado de drones comerciais e civis cresceu a uma taxa anual de 19% entre 2015 e 2020. Já o Goldman Sachs, estimou que o setor agrícola será o segundo maior usuário de drones do mundo a partir de 2021.  Os drones podem ser utilizados em qualquer cultivo para aplicação de defensivos agrícolas químicos e biológicos, desde que a atividade esteja regulamentada e os produtos devidamente registrados.

O uso de drones na agricultura só pode ser realizado por profissionais capacitados.  O operador deverá ser registrado e deve ter curso de habilitação para operar as aeronaves remotamente pilotadas. No Brasil, os drones são regulamentados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) desde 2017, além de outas agências como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Porém, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), está desenvolvendo uma Instrução Normativa para regulamentar o uso de aeronaves remotamente pilotadas (drones) na aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. Esta norma do MAPA deve ser publicada em 2021.

Os drones oferecem oportunidades concretas de maior eficiência, praticidade e economia, quando comparados, por exemplo, com a aplicação realizada por pulverizadores costais. Enquanto a capacidade do tanque de um drone classe 3 é de 10 litros, a metade de um pulverizador costal, o drone é capaz de tratar uma área até 20 vezes maior. Além de economizar tempo, água e outros recursos como diesel, os drones materializam o conceito de agricultura por metro quadrado, pois complementam as aplicações realizadas por aviões agrícolas e pulverizadores terrestres, tratam as bordaduras, reboleiras e áreas de difícil acesso nas lavouras, aumentando a segurança e a precisão na aplicação. Enfim, os drones também contribuem com os esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), até 2030.

O e-book “Guia de boas práticas para o uso de drones na agricultura” foi desenvolvido pela CropLife Brasil para ajudar a orientar agricultores e outros profissionais do agro sobre o uso correto e seguro desta nova tecnologia que está sendo regulamentada no Brasil. A CropLife Brasil e suas associadas têm o compromisso de incentivar a adoção de tecnologias modernas, que visam a melhoraria da qualidade e o aumento da segurança na aplicação de defensivos químicos, biológicos e sementes na agricultura.

Por Roberto Araújo, engenheiro agrônomo e líder de educação e boas práticas agrícolas na CropLife Brasil.